domingo, 10 de outubro de 2010

      O sentimento antigo fugiu


Não consigo entender, por mais voltas e reviravoltas que o mundo dê eu não encontro respostas às quais tenho perguntas longas e muitas delas sem lógica.
Está tudo a mudar e a tornar-se
Bastante diferente daquilo que eu já imaginei. De um dia para o outro o certo parece errado e o chão vira buraco e de um buraco eu faço um grande abismo que me deixa tentada a cair, e por mais firme que seja não sei por quanto tempo aguento, o dia vira noite e a noite escura é sombria e traz com ela uma dor miudinha e essa dor é acompanhada da saudade das lembranças do tempos em que choramos e rimos abraçados, sentados naquele chão frio de inverno as roupas penduradas no corrimão das escadas esperávamos horas a fio que as roupas seca-se mas sabíamos que mal puséssemos os pés fora daquele pobre centro comercial vazio sem ninguém íamos de novo ser envolvidos no frio de inverno na chuva que no dia seguinte ela iria ser a única razão da febre da tosse, sem noção do perigo somos nada mais nada menos que dois seres humanos apaixonados sem noção do pior porque para alem de uma simples dor de garganta, tosse e febre isso tudo em conjunto poderia causa morte fatal, pneumonia.
E depois disso vejo-me a dar voltas
e voltas a cabeça para tentar encontrar uma verdadeira resposta, mas a verdade é que por muito que pense não a encontro.
Hoje ponho a mão na consciência e sei que te apoderaste de mim de uma forma diferente a forma mais inesperada
Gosto imenso de encontrar em ti não o que eu idealizei como um bom homem para mim e sim encontrar em ti tudo que eu preciso.
O sentimento antigo fugiu e só deixou fotos para recordar não disse para onde ia ele
foi e quem chegou foi a saudade.
Existem dias que a solidão entra pela porta da minha casa sem pedir permissão seguindo o rasto do meu perfume até me encontrar e entra pela porta do meu quarto e não sai, permanece por umas boas horas, permanece por algum tempo.
Sinto que um dia vais partir porque vais encontrar outra maneira de ser feliz nesse dia não sei se te deixo ir com medo que nunca voltes, com medo de não te esquecer mas tu passares uma borracha na história e um dia passar por ti na rua e ver-te com outro alguém e eu sozinha a dormir na esperança de voltares.
Mas e se eu te deixar ir e tu um dia mais tarde voltares e eu não estiver naquele centro que é o refúgio para tudo, é o esconderijo perfeito para rir chorar e desabafar
Ele hoje não tem nada e se eu partir quando lá voltares ele nada mais vai ter ele vai estar só no mesmo lugar mas só. Nele não vais
ver nada, apenas um vazio e um ambiente
pesado, vais ouvir meu riso que
tu adoras a fazer eco pelos corredores, vais
ver o chão que a gente passava horas nele
deitados encostados um ao outro ouvir o
bater do nosso coração, vais ver uma
Espécie de sombra de tristeza a
passar por ti e causar angustia. E nesse dia vais querer voltar atrás mas não sabes onde me encontrar, lembra-te que posso já não existir lembra-te que no momento em que me deixares eu não vou ter onde ir onde, chorar porque não vais estar lá para me apoiar mas acima de tudo lembra-te que antes de namorados fomos irmãos fomos amigos, não faças com que as promessas sejam em vão não quebres as juras, os para sempre, não desistas de nós porque ai estás a desistir do mundo, porque eu não tenho nada, não tenho dinheiro nem luxo mas quem tem amor tem tudo e eu a ti então dou-te tudo. Não quero que me agrades, não quero que mudes por mim porque tu és assim, és como és e eu aceito a tua maneira de ser.

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